Por Rachel Lima
A morte tem o poder de separar um amor? Para muitas pessoas a frase “até que a morte os separe” é a afirmação de que morrer é o fim de tudo, inclusive para o amor. Mas se fizermos essa pergunta para o grego Dimitris Saloustros a opinião será bem diferente. Com uma morte precoce e uma promessa feita à sua amada o rapaz parte em busca do desconhecido Vale dos Anjos, local onde se encontram as maravilhas do paraíso e o medo e apreensão das oito prisões, em busca de cumprir o seu feito. Auxiliado pelo anjo guia de enterro Obelisco cujo humor o ajuda nos momentos difíceis, pela cupido Anne cuja beleza é incomparável e treinado pelo misterioso mestre Ramirez, Dimitris parte em uma jornada recheada de grandes belezas, pessoas marcantes e mistérios complexos que o farão perceber que nada é por acaso e que sua estadia nesse misterioso local já era aguardada a muito tempo . . .
O Leandro foi um fofo ao aceitar a parceria! Eu estava tão animada para ler O Vale dos Anjos que vocês não imaginam. A capa, o nome, os comentários sobre, tudo parecia ser um sinal que mandava eu ler o livro.
Não posso deixar de comentar da capa e do nome, que fez com que aquelas olhadas corridas por listas de livros fossem interrompidas, tive que ler o resumo.
A história conta de Dimitris Saloustros, um grego que morre e não se conforma em deixar sua amada esposa para trás.
A morte não chega a ser um baque e nem um terror para ele, mas sua esposa deixada para trás era realmente um golpe a sua possível tranqüilidade pós-morte ou ''descanso em paz''. E, depois do seu julgamento, ele vai para o Paraíso, que não tem comparação: um lugar lindo, onde todos se entendem independente de suas línguas (cada um escuta e fala sua respectiva língua, o que não impede ninguém de não entender ninguém), com pessoas boas e vários anjos.
Outra coisa que eu achei interessante são as classes dos anjos, que possuem uma hierarquia onde o cargo mais alto é o de anjo-deus. Num evento muito esperado no paraíso, uma oportunidade para se tornar um anjo semi-deus surge - para o ganhador do tão famoso Torneio dos Céus.
Eu sempre gostei deste universo dos anjos e eu achei que os personagens, os lugares e as descrições que o Leandro criou muito cativantes. Dava gosto ver quando o Dimitris conhecia alguém novo, de algum cargo diferente, e pergunta qual foi a razão dela ocupar este cargo, era divertido descobrir. Embora às vezes eu achasse que a confraternização com o inimigo não fosse muito útil, haha. (Alguém não tão amigável quando Dimítris #modeon).
A escrita do autor é bem fácil e acessível, então provoca gosto em qualquer tipo de leitor, embora algumas vezes eu achasse que estivesse simples demais. A narração é divertida, no início o livro é um tanto lento, mas depois ele fica num ritmo perfeito, com várias coisas acontecendo e a curiosidade só aumentando.
Confesso que quando faltavam vinte páginas eu fiquei decepcionada, vinte páginas? Só vinte páginas?
E agora vou esperar pelo o segundo volume do livro! E aí, Leandro, quando teremos? Porque aquele final foi simplesmente, ''whoa como assim?''.
Título: O Vale dos Anjos
Autor: Leandro Schulai
Novos Talentos da Literatura Brasileira











